quarta-feira, 1 de outubro de 2008

' Alvarde de Azevedo ' - Adeus, meus sonhos

Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!Não levo da existência uma saudade!E tanta vida que meu peito enchia, Morreu na minha triste mocidade!Misérrimo! Votei meus pobres dias, À sina doida de um amor sem fruto,E minh'alma na treva agora dorme, Como um olhar que a morte envolve em luto.Que me resta, meu Deus?Morra comigo, A estrela de meus cândidos amores,Já não vejo no meu peito morto, Um punhado sequer de murchas flores!

Nenhum comentário: